Renan Carlos Dias e Ezequiel dos Santos Souza, em fotos das redes sociais. (Foto: Reprodução)
Em sessão por videoconferência do Tribunal do Júri, na Vara Única de Sonora, dupla que matou um idoso por engano em fevereiro de 2024 no município foi condenada a 47 anos de prisão em regime fechado. Renan Carlos Dias e Ezequiel dos Santos Souza cumprirão pena de 25 e 22 anos respectivamente.
Na sentença proferida pela juíza Camila Neves Porciúncula, ao definir o tempo das penas, estabelece que “o crime foi praticado com violência à pessoa. Logo, incabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos”.
O ano de 2024 foi marcado pela guerra de facções em Sonora, quando cinco pessoas foram assassinadas por causa da briga entre Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho. Nela, Juvenal Cândido da Silva, na época com 62 anos, recebeu vários tiros que deveriam ter atingido o genro dele, Gilvan Batista da Silva, o “Coyote”.
Renan e Ezequiel, segundo a investigação policial, eram líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na região sul. Ezequiel, por sua vez, tinha a função de geral da cidade, atuando na disciplina dos demais integrantes da facção.
A equipe do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) prendeu ambos durante a Operação “Protetor Divisas e Fronteiras”, coordenada pelo Ministério da Justiça. A equipe encontrou a dupla em uma rua no Bairro Jardim Presidente, em abril de 2024. No mesmo dia, a polícia prendeu Gilvan. A polícia aponta Gilvan como líder do CV em Sonora.
Em 2024, após as mortes e atentados na cidade, foi deflagrada pela Delegacia de Sonora ação com objetivo de “tirar de circulação” pessoas identificadas como integrantes de facções criminosas em “guerra”. Em agosto de 2025, a Operação Integrar, que mobilizou Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Coordenadoria de Perícias e Grupo Aéreo, também combateu a atuação dos grupos rivais no município.
Com Informações: Campo Grande news
